O Ponto de Cultura e Arte Crioula e o Ilê Àsé Olofá Igbo vêm a público denunciar graves violações ambientais que têm ameaçado um dos espaços sagrados e de convivência comunitária mais importantes de Guajará-Mirim: a região próxima ao Igarapé Folhinha, território utilizado historicamente pela comunidade de terreiro para banhos rituais, oferendas e práticas espirituais.
Nos últimos meses, moradores têm registrado descarte irregular de lixo doméstico, entulhos, ossos de boi, animais mortos e galhos de árvores, que estão sendo jogados de forma criminosa nos arredores do igarapé e das áreas de proteção do terreiro. O acúmulo de resíduos tem provocado mau cheiro, proliferação de urubus e riscos à saúde pública, além de violar diretamente um espaço de memória e espiritualidade que deveria ser protegido.
“Estamos assistindo a um crime contra a natureza e contra a nossa ancestralidade. O território de terreiro é também um território de vida, cultura e preservação ambiental. Não podemos permitir que o descaso destrua o que construímos com tanto cuidado e respeito.”— Bàbálórixà Sérgio Ty Osóssi, liderança do Ilê Àsé Olofá Igbo.
A comunidade já realizou diversas ações de mutirões de limpeza, educação ambiental e mobilização social, transformando o Igarapé Folhinha em um espaço seguro e de convivência para famílias, jovens e crianças. No entanto, o descarte ilegal de resíduos ameaça todo esse trabalho, representando uma violação dos direitos territoriais e ambientais da comunidade tradicional de terreiro.
Preserve nosso território, preserve nossa vida! O Igarapé Folhinha é um espaço sagrado, de natureza e convivência comunitária. Jogar lixo, entulho ou animais mortos destrói a saúde, a cultura e a espiritualidade de todos nós. Ajude a proteger: não descarte resíduos na área e denuncie práticas ilegais. Cuidar do sagrado é cuidar da nossa história e do futuro da nossa comunidade.





