terça-feira, 9 de setembro de 2025

Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza: Campanha alerta sobre queimadas e lixo em Guajará-Mirim (RO)

 A Campanha “Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza” segue mobilizando a comunidade de Guajará-Mirim (RO) em torno da educação ambiental com foco nos terreiros e na preservação da natureza. No entanto, mesmo diante dos mutirões de limpeza e conscientização já realizados, persistem problemas graves que ameaçam o espaço sagrado e a saúde da população: as queimadas na mata ao redor do igarapé e o descarte irregular de lixo.

Queimadas: um crime contra a vida e o sagrado                             

                                                      
Nos últimos meses, moradores e integrantes de comunidades de terreiro têm denunciado as frequentes queimadas ao redor do igarapé. Além de destruir a vegetação nativa e expulsar animais da região, a fumaça das queimadas atinge diretamente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, provocando crises de asma, alergias e agravando problemas de saúde.
As queimadas são práticas ilegais e configuram crime ambiental, colocando em risco não apenas a biodiversidade local, mas também o equilíbrio espiritual e cultural que o igarapé representa para as tradições afro-brasileiras.

Lixo e poluição: ameaça à água e à saúde

Outro problema recorrente é a jogada de lixo nas margens e dentro do igarapé, justamente no espaço que está sendo recuperado pela comunidade através de mutirões. Restos de entulho, garrafas plásticas e até móveis velhos têm sido encontrados, comprometendo a qualidade da água e aumentando o risco de proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Essa prática afeta de maneira ainda mais grave as famílias em situação de vulnerabilidade social, que dependem do espaço limpo para lazer, espiritualidade e convivência comunitária.

Quem mais sofre com os impactos

Os grupos mais afetados por essa realidade são:

  • Crianças e idosos, pela vulnerabilidade respiratória diante da fumaça.

  • Comunidades tradicionais e de terreiro, que utilizam o igarapé em seus rituais e práticas espirituais.

  • Moradores periféricos, que convivem com a poluição e os riscos de doenças.

Preservar o igarapé significa garantir saúde, qualidade de vida e respeito às tradições ancestrais.

Conscientização e mobilização

A campanha segue firme em seu propósito de educar, mobilizar e cobrar responsabilidade do poder público e da sociedade civil. A natureza é sagrada, e cada ação de preservação é também um ato de resistência contra o descaso e a destruição ambiental.
A comunidade convida todos e todas a se engajarem: não queime, não jogue lixo, preserve o sagrado!


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