terça-feira, 18 de novembro de 2025

Mojubá é Finalista do 2º Prêmio Judiciário Rondoniense de Comunicação

 

Episódio Especial “Justiça e Fé” é destaque na categoria Novas Mídias e Redes Digitais

O podcaste Mojubá representa a voz da comunidade de terreiro de Guajará-Mirim que têm mais um motivo para celebrar. O Podcast Mojubá – Episódio Especial: Justiça e Fé, apresentado por Sérgio Santiago da Silva, foi oficialmente selecionado como finalista no 2º Prêmio Judiciário Rondoniense de Comunicação, na categoria Novas Mídias e Redes Digitais.

O anúncio foi realizado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, que divulgou os nomes dos finalistas após uma criteriosa avaliação de materiais produzidos em todo o estado. Entre dezenas de inscritos, o Mojubá se destacou pela relevância social, profundidade temática e compromisso com a valorização das tradições afro-brasileiras e da justiça social.

Sobre o Episódio Especial: Justiça e Fé

Neste episódio, o Mojubá abre espaço para refletir sobre a relação entre espiritualidade, direitos, justiça, cidadania e liberdade religiosa, trazendo à tona questões urgentes vivenciadas pelas comunidades de axé, povos tradicionais e grupos vulnerabilizados.

Com linguagem acessível, sensível e profundamente conectada à realidade rondoniense, o episódio aborda:

  • Racismo religioso e garantias constitucionais

  • O papel do Judiciário na proteção da liberdade de culto

  • Os desafios enfrentados por terreiros, quilombos e povos tradicionais

  • O diálogo entre fé, ancestralidade, direitos humanos e políticas públicas

O conteúdo se consolidou como uma importante ferramenta de educação social, combate à intolerância e promoção da diversidade cultural, reafirmando a potência dos meios digitais para ecoar vozes historicamente silenciadas.

O Podcast Mojubá

Criado para valorizar as religiões afro-brasileiras, saberes tradicionais, histórias, memórias e identidades, o Podcast Mojubá vem se tornando referência regional. Com episódios gravados em terreiros, aldeias, quilombos e comunidades periféricas, o projeto amplia a visibilidade de culturas e espiritualidades que sustentam a história da Amazônia e de Rondônia.

A indicação ao prêmio reforça o impacto cultural e social do Mojubá, assim como o papel da comunicação comunitária na democratização das narrativas.

Reconhecimento que fortalece a luta

Estar entre os finalistas do 2º Prêmio Judiciário Rondoniense de Comunicação é uma conquista coletiva que honra:

  • Os povos de terreiro

  • As comunidades negras amazônicas

  • Os defensores da liberdade religiosa

  • A resistência cultural afro-brasileira

Este reconhecimento confirma que produzir comunicação com compromisso, autenticidade e ancestralidade transforma realidades e inspira mudanças.

Agradecimento

Sérgio Santiago dedica esta conquista a toda a comunidade que fortalece o Mojubá, especialmente aos terreiros de Rondônia, aos ancestrais e à juventude que resiste diariamente contra o racismo e a intolerância religiosa.

Sobre o Prêmio

2º Prêmio Judiciário Rondoniense de Comunicação reconhece produções jornalísticas e comunicacionais que contribuem para a aproximação da sociedade com o Poder Judiciário, valorizando temas de interesse público através de mídias diversas.

Resultado Oficial – 10 de Dezembro

O Tribunal de Justiça de Rondônia divulgou que o resultado oficial dos vencedores será anunciado no dia 10 de dezembro. Até lá, os finalistas aguardam com entusiasmo e expectativa. Para o Podcast Mojubá, essa data representa mais do que uma premiação: simboliza a possibilidade de ver reconhecido, em âmbito estadual, um trabalho que une ancestralidade, comunicação comunitária e defesa dos direitos fundamentais.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

6º Fórum/TEIA Municipal dos Pontos de Cultura em Guajará-Mirim destaca Justiça Climática

 

6º Fórum/TEIA Municipal dos Pontos de Cultura em Guajará-Mirim destaca Justiça Climática

No próximo dia 27 de setembro de 2025, Guajará-Mirim será palco de um importante evento cultural: o 6º Fórum/TEIA Municipal dos Pontos de Cultura – Pela Justiça Climática. A atividade acontecerá às 15h, na sede do Pontão de Cultura Afro-Brasil, situada na Av. Princesa Isabel, nº 3653, Bairro 10 de Abril.

A TEIA Municipal é um espaço democrático de encontro e articulação entre Pontos de Cultura, coletivos comunitários, agentes culturais e lideranças locais. O objetivo é fortalecer a rede cultural, promover a troca de experiências e construir estratégias conjuntas que ampliem a participação social na política cultural.

Com o tema Justiça Climática, a edição de 2025 propõe refletir sobre os desafios ambientais que afetam diretamente comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações periféricas. O debate busca aproximar cultura, cidadania e sustentabilidade, reafirmando o papel da cultura como instrumento de transformação social.

O evento é uma realização do Pontão de Cultura Afro-Brasil, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SEMCET) e parceiros da sociedade civil.

A expectativa é reunir representantes de diferentes áreas culturais e sociais para dialogar sobre a preservação da diversidade cultural e o fortalecimento da consciência ambiental na região amazônica.

📍 Local: Sede do Pontão de Cultura Afro-Brasil – Av. Princesa Isabel, 3653, Bairro 10 de Abril
📅 Data: 27 de setembro de 2025
Horário: 15h



Participe e faça parte dessa construção coletiva pela cultura e pela justiça climática!

domingo, 21 de setembro de 2025

Balcão Virtual do TJRO: mais agilidade e comodidade no atendimento ao cidadão

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) disponibilizou, a partir de 24 de março, o novo sistema de Balcão Virtual, uma ferramenta digital que garante mais comodidade e agilidade no atendimento à população.

Com a plataforma, cidadãos, advogados e demais interessados podem entrar em contato direto com as unidades judiciais de forma remota e em tempo real, sem precisar se deslocar até os fóruns.

Como funciona

O Balcão Virtual funciona como um canal de comunicação online, disponível durante o horário oficial de atendimento ao público. Por meio de videochamadas ou chats, os usuários podem interagir diretamente com servidores do TJRO, que estão capacitados para esclarecer dúvidas, prestar informações processuais e orientar sobre serviços administrativos.

A iniciativa segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a digitalização dos serviços do Judiciário, ampliando a acessibilidade e a celeridade no atendimento.

Benefícios para a população

  • Acessibilidade: o serviço pode ser utilizado de qualquer lugar, por celular ou computador com internet.
  • Economia de tempo e recursos: não há necessidade de deslocamento até os fóruns.
  • Celeridade: informações e orientações são prestadas em tempo real.
  • Modernização: reforça o compromisso do TJRO com um Judiciário mais ágil, eficiente e próximo da população.

Como acessar

Para utilizar o Balcão Virtual, basta seguir os passos:

  1. Acesse o site oficial do TJRO: www.tjro.jus.br.
  2. Clique na opção Balcão Virtual.
  3. Escolha a unidade judicial desejada (ex.: vara cível, criminal, família, etc.).
  4. Conecte-se via chat ou videochamada, de acordo com a disponibilidade.

Durante o horário de atendimento (das 7h às 14h, conforme expediente do TJRO), o serviço estará ativo para atender o público.

Com o Balcão Virtual, o TJRO dá mais um passo rumo à modernização do Judiciário e ao fortalecimento da cidadania. A ferramenta aproxima a Justiça dos cidadãos, garantindo acesso fácil, rápido e gratuito a informações e serviços que antes exigiam deslocamento até os fóruns.

O acesso à Justiça agora está a um clique de distância.



 

Como acessar a Justiça em Rondônia: passo a passo para resolver conflitos de forma rápida e gratuita

Programa Justiça Rápida Digital do TJRO garante atendimento mensal via WhatsApp em todas as comarcas do estado.

A Justiça ao alcance de todos

Buscar a Justiça não precisa ser caro, demorado ou burocrático. Em Rondônia, o Tribunal de Justiça do Estado (TJRO) disponibiliza o programa Justiça Rápida Digital, que oferece atendimentos mensais de forma gratuita, ágil e acessível, com foco na resolução de conflitos familiares e civis.

Agora, por meio de números de WhatsApp, qualquer cidadão pode agendar audiências, tirar dúvidas e acompanhar processos sem precisar se deslocar até o fórum da comarca.

Quais casos podem ser atendidos

O Justiça Rápida Digital atende situações cotidianas que afetam diretamente a vida das famílias, como:

  • Guarda de menores entre pais;
  • Alimentos e direito de visitas para os filhos;
  • Cobranças de pequenos valores;
  • Dissolução de união estável;
  • Investigação de reconhecimento de paternidade;
  • Divórcio imediato consensual (com ou sem bens e filhos);
  • Conversão consensual de separação judicial em divórcio.

As audiências ocorrem pelo WhatsApp, e o acordo ou a sentença judicial têm o mesmo valor legal dos procedimentos presenciais realizados nos fóruns.

Atendimento ampliado para todo o estado

Com a ampliação da periodicidade, os atendimentos agora acontecem todos os meses, em todas as comarcas de Rondônia, no horário de 7h às 14h. A medida beneficia especialmente moradores de áreas distantes, que não precisam gastar tempo e recursos para chegar até a sede da comarca.

Números de WhatsApp por comarca

Confira os principais contatos para triagem e agendamento no Justiça Rápida Digital:

  • Porto Velho: (69) 3309-7557 (guarda de menores) / 3309-7556 (divórcio com filhos e bens) / 3309-7559 (cobrança).
  • Ariquemes: (69) 3309-8140 / 3309-8131 / 99303-8940.
  • Ji-Paraná: (69) 3411-2932 / 99321-9779.
  • Cacoal: (69) 99905-5597 (guarda, alimentos e visitas) / 3443-7631 (cobrança).
  • Guajará-Mirim: (69) 3544-2580 / 3516-4531 / 3516-4540.
  • Vilhena: (69) 98487-0403.
  • Rolim de Moura: (69) 3449-3741 / 3449-3731 / 3449-3740.
  • Demais comarcas: números disponíveis no site oficial do TJRO (www.tjro.jus.br).

Justiça gratuita e acessível

Além do Justiça Rápida Digital, os cidadãos também podem contar com:

  • Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO): garante assistência jurídica gratuita para quem não pode pagar advogado www.dria.ro.def.befensor.
  • Ministério Público de Rondônia (MPRO): recebe denúncias online www.mpro.mp.br.
  • Disque 100 (Direitos Humanos): canal nacional para situações de intolerância, racismo e violações de direitos.

O acesso à Justiça em Rondônia está cada vez mais próximo da população. Com o Justiça Rápida Digital, basta uma mensagem de WhatsApp para dar início a um processo de mediação ou solução judicial de conflitos.

A Justiça é gratuita, rápida e acessível. Use os canais disponíveis e garanta seus direitos.

 

Intolerância religiosa não é só desrespeito, é crime previsto em lei

Saiba como denunciar gratuitamente em Rondônia e garantir a proteção da sua fé e cidadania.

Intolerância religiosa: um problema real! A intolerância religiosa no Brasil atinge milhares de pessoas todos os anos. Ela se manifesta em xingamentos, ameaças, impedimento de práticas religiosas, depredação de espaços sagrados, discursos de ódio e até violência física. Para as comunidades de matriz africana, como Candomblé e Umbanda, essa realidade é ainda mais dura, já que o preconceito contra a fé vem carregado de racismo histórico e estrutural.

Mas é preciso deixar claro: intolerância religiosa não é apenas desrespeito moral ou cultural. É crime.

O que diz a lei

A Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso VI, garante a liberdade de consciência e de crença, assegurando a proteção aos locais de culto e liturgias. Isso significa que nenhuma religião pode ser atacada ou impedida de existir.

Já a Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo) tipifica como crime os atos de discriminação por religião. O artigo 20 estabelece:

“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional: Pena – reclusão de um a três anos e multa.”

Em decisões recentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou que o racismo religioso é crime imprescritível e inafiançável, ou seja, não prescreve com o tempo e não pode ser pago com fiança.

Acesso gratuito à Justiça

Muitas pessoas deixam de denunciar por acreditarem que a Justiça é cara ou inacessível. No entanto, a Defensoria Pública garante assistência jurídica gratuita a quem não pode pagar advogado.

Em Rondônia, a Defensoria Pública do Estado (DPE-RO) atende casos de intolerância religiosa e acompanha as vítimas em todo o processo. Além disso, a Associação Organização Cultural Afro-Brasil também oferece assessoria jurídica gratuita para a comunidade de matriz africana.

Isso significa que ninguém precisa enfrentar o racismo religioso sozinho. A Justiça é gratuita e está ao lado das vítimas.

Como denunciar em Rondônia

Se você sofreu ou presenciou intolerância religiosa, siga estes passos:

  • Delegacia de Polícia: registre Boletim de Ocorrência. Em Porto Velho, existe a Delegacia Especializada em Crimes de Intolerância.
  • Ministério Público de Rondônia (MPRO): denúncias pelo site www.mpro.mp.br.
  • Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO): assistência jurídica gratuita www.defensoria.ro.def.br.
  • Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO): responsável por medidas protetivas e programas como a Justiça Itinerante (www.tjro.jus.br).
  • Disque 100 – Direitos Humanos: atendimento gratuito, 24 horas, válido em todo o país.
  • Polícia Militar (190): em casos de urgência imediata.

A intolerância religiosa é crime e deve ser combatida. Denunciar é uma forma de proteger sua fé, sua comunidade e garantir que a Justiça cumpra seu papel de proteger os vulneráveis.

Não se cale. A Justiça é gratuita, acessível e está do seu lado.

 

JurisRacial: a plataforma digital que fortalece a luta contra o racismo e a intolerância religiosa

A ferramenta lançada pelo Ministério da Igualdade Racial reúne leis, decisões judiciais e documentos para ampliar o acesso à Justiça.

Um marco no combate ao racismo

Em novembro de 2024, o Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU) e outras instituições, lançou a Plataforma JurisRacial. O objetivo é simples, mas poderoso: reunir em um só lugar todo o conhecimento jurídico e acadêmico voltado ao combate ao racismo e à intolerância religiosa.

A JurisRacial funciona como um grande repositório digital, acessível de forma gratuita, com legislações, decisões judiciais, pareceres, artigos acadêmicos e até uma linha do tempo com os principais marcos históricos da luta pela igualdade racial no Brasil.

Por que a JurisRacial é importante?

Para muitas vítimas de intolerância religiosa e racismo religioso, encontrar informações claras sobre leis, direitos e decisões da Justiça é um desafio. A JurisRacial surge justamente para aproximar a população das ferramentas jurídicas.

A plataforma contribui em três frentes principais:

  1. Educação e informação: permite que qualquer cidadão compreenda os direitos garantidos pela Constituição e pela Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo).
  2. Apoio às vítimas: facilita a consulta de decisões judiciais já tomadas em casos semelhantes, mostrando que o Judiciário reconhece e pune esses crimes.
  3. Fortalecimento da cidadania: serve como fonte para jornalistas, estudantes, pesquisadores e lideranças comunitárias que atuam no enfrentamento ao racismo e à intolerância.

Como a comunidade pode usar

A Plataforma JurisRacial pode ser acessada gratuitamente pela internet. O usuário pode pesquisar termos como “intolerância religiosa”, “racismo religioso”, “Candomblé” ou “Umbanda” e encontrar legislações, jurisprudências e documentos que embasam denúncias e processos.

Esse recurso é fundamental para comunidades de matriz africana, que muitas vezes sofrem com ataques, mas não sabem como agir. Ao acessar a JurisRacial, líderes religiosos, vítimas ou apoiadores podem ter segurança jurídica para buscar o Ministério Público, a Defensoria Pública ou ingressar na Justiça.

Complemento à assistência jurídica

Em Rondônia, a Defensoria Pública e a Associação Organização Cultural Afro-Brasil já oferecem apoio jurídico gratuito às vítimas de intolerância religiosa. A JurisRacial, nesse contexto, funciona como ferramenta complementar: traz informação confiável, fortalece as denúncias e mostra exemplos de decisões que deram vitória às comunidades religiosas contra o preconceito.

Acesso à plataforma

A JurisRacial está disponível no site oficial do governo:

A intolerância religiosa e o racismo religioso não devem ser naturalizados. Além da legislação que garante direitos e da assistência jurídica gratuita, a Plataforma JurisRacial se consolida como um instrumento inovador para aproximar a Justiça do cidadão.

Conhecer os direitos é o primeiro passo para transformá-los em realidade. Use a JurisRacial como aliada da sua fé, da sua cidadania e da luta contra o preconceito.

 

Você sabia que a Justiça é gratuita?

Ninguém precisa pagar para se defender contra o racismo religioso. Entenda como funciona a assistência jurídica gratuita no Brasil e em Rondônia.

O mito da Justiça cara

Muitas pessoas deixam de denunciar crimes de intolerância religiosa porque acreditam que buscar a Justiça é caro, burocrático ou inacessível. Esse mito acaba fortalecendo os agressores e silenciando as vítimas.

Mas a verdade é outra: a Constituição Federal garante que a Justiça é gratuita para quem não pode pagar. Isso significa que nenhuma vítima de racismo religioso ou intolerância precisa ficar sem defesa por falta de recursos financeiros.

O que diz a Constituição

O artigo 5º, inciso LXXIV, da Constituição Federal estabelece que:

“O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.”

Ou seja: qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade tem direito de ser representada por advogados públicos, sem precisar arcar com honorários.

O papel da Defensoria Pública

A Defensoria Pública é a principal instituição responsável por garantir esse direito. Ela atua em casos de discriminação, racismo religioso e violações de direitos humanos, oferecendo:

  • Orientação jurídica gratuita;
  • Ingresso com ações judiciais;
  • Acompanhamento de processos;
  • Medidas protetivas para vítimas de violência.

Em Rondônia, a Defensoria Pública do Estado (DPE-RO) está preparada para acolher vítimas de intolerância religiosa. O atendimento é gratuito e pode ser solicitado presencialmente ou pelo site www.defensoria.ro.def.br.

Apoio comunitário: Afro-Brasil

Além da Defensoria Pública, a Associação Organização Cultural e Social Afro-Brasil também oferece assessoria jurídica gratuita para membros da comunidade de matriz africana que necessitem de apoio para ingressar com ações contra o racismo religioso. Esse atendimento aproxima ainda mais a Justiça da população, garantindo que ninguém fique sem amparo.

Intolerância religiosa é crime

A Lei nº 7.716/1989 criminaliza atos de preconceito ou discriminação por motivo de religião. O artigo 20 da lei é claro:

“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional: Pena – reclusão de um a três anos e multa.”

Isso significa que a vítima tem direito não apenas de denunciar, mas também de ver o agressor responsabilizado.

Onde denunciar em Rondônia

  • Delegacia de Polícia: registre o Boletim de Ocorrência.
  • Ministério Público de Rondônia (MPRO): denúncias online em www.mpro.mp.br.
  • Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO): assistência jurídica gratuita www.defensoria.ro.def.br.
  • Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO): medidas protetivas e programas como a Justiça Itinerante www.tjro.jus.br.
  • Disque 100: canal nacional gratuito, 24h.

A intolerância religiosa é crime, e o acesso à Justiça é um direito fundamental. Ninguém precisa pagar para se defender contra o racismo religioso. Se você ou sua comunidade sofreram qualquer tipo de intolerância, denuncie. A Justiça é gratuita, é para todos e está ao seu lado.

Denunciar é proteger a sua fé, a sua história e a sua comunidade.

 


O que é Intolerância Religiosa?

Entenda como a Constituição Federal e a legislação brasileira garantem a liberdade de fé e punem práticas de intolerância religiosa.

A intolerância religiosa no Brasil

A intolerância religiosa é a prática de atos de desrespeito, discriminação ou violência contra pessoas ou comunidades em razão da religião que professam. Essa violência pode ocorrer de várias formas: ofensas verbais, ameaças, depredação de templos e objetos sagrados, exclusão social, discursos de ódio em redes sociais ou até agressões físicas.

Embora afete diferentes grupos religiosos, ela atinge de maneira especial as religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, que historicamente enfrentam o racismo religioso, isto é, a associação preconceituosa da fé afro-brasileira a estigmas raciais e sociais.

A proteção constitucional

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 5º, inciso VI, que:

“é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”

Isso significa que qualquer ato que impeça, ameace ou dificulte a prática de uma religião viola diretamente a Constituição e fere um dos direitos fundamentais da cidadania.

Além disso, o inciso VIII do mesmo artigo garante que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa, o que reforça a proteção contra a discriminação.

A lei que criminaliza a intolerância religiosa

O marco legal mais importante no combate à intolerância religiosa é a Lei nº 7.716, de 1989, conhecida como Lei do Racismo. Originalmente voltada ao combate à discriminação racial, a lei foi ampliada ao longo dos anos e hoje também criminaliza atos de discriminação por motivo de religião.

O artigo 20 da lei dispõe:

“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional: Pena – reclusão de um a três anos e multa.”

Isso significa que xingamentos, agressões ou qualquer ato que ofenda alguém por sua fé são passíveis de responsabilização criminal.


O racismo religioso como crime inafiançável

Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou que os crimes de racismo e de racismo religioso são imprescritíveis e inafiançáveis. Isso quer dizer que não prescrevem com o tempo e não podem ser pagos com fiança. Essa decisão reforça a gravidade e a intolerância do Estado com esse tipo de crime.

Essa interpretação jurídica é fundamental para as comunidades de matriz africana, pois garante que a Justiça leve a sério as denúncias e trate os casos de intolerância religiosa com o mesmo rigor aplicado ao racismo.

Acesso à Justiça: é gratuito e garantido

Um dos maiores obstáculos enfrentados pela comunidade é a crença de que buscar a Justiça é caro e burocrático. No entanto, a Defensoria Pública – prevista no artigo 134 da Constituição – garante assistência jurídica integral e gratuita a todas as pessoas que não têm condições financeiras de contratar um advogado.

Em Rondônia, a Defensoria Pública do Estado (DPE-RO) e a Associação Organização Cultural Afro-Brasil oferecem apoio jurídico a quem sofre intolerância religiosa, orientando sobre o processo, ingressando com ações judiciais e acompanhando os casos.

Onde denunciar em Rondônia

Se você sofrer ou presenciar intolerância religiosa, siga estes passos:

  • Delegacia de Polícia: registre Boletim de Ocorrência.
  • Ministério Público de Rondônia (MPRO): denúncias pelo site www.mpro.mp.br.
  • Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO): assistência jurídica gratuita www.defensoria.ro.def.br.
  • Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO): responsável por medidas protetivas e ações judiciais (www.tjro.jus.br).
  • Disque 100 – Direitos Humanos: atendimento gratuito e 24h.

A intolerância religiosa não é apenas uma violação moral ou cultural: é crime previsto em lei e uma afronta direta à Constituição Federal. Conhecer os direitos e saber como agir é o primeiro passo para enfrentar o preconceito e garantir a proteção da fé e da cidadania.

Denunciar é um ato de resistência. A Justiça é gratuita, é para todos, e está do seu lado.

 


Justiça e Fé: Campanha de Orientação contra Intolerância Religiosa e Racismo

A Associação Organização Cultural Afro-Brasil, lança a campanha “Justiça e Fé”, uma iniciativa jornalística e comunitária para orientar a população afro-brasileira, povos de terreiro e comunidades tradicionais de Rondônia sobre como agir diante da intolerância religiosa e do racismo religioso.

Segundo o último Censo do IBGE (2022), Rondônia possui mais de 31 mil praticantes de religiões de matriz africana. Apesar dessa presença expressiva, ainda são frequentes os casos de preconceito, perseguição e violência contra terreiros, praticantes e lideranças.

A intolerância religiosa não é apenas desrespeito – é crime previsto em lei.

  • Constituição Federal de 1988 – Art. 5º, VI e VIII: liberdade de crença e proteção aos locais de culto.

  • Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó) – criminaliza discriminação por religião.

  • Lei nº 9.459/1997 – aumenta penalidades para crimes de preconceito religioso.

  • Lei nº 14.532/2023 – equipara injúria racial ao crime de racismo, abrangendo o racismo religioso.

Pena prevista: reclusão de 1 a 3 anos e multa, podendo ser ampliada em casos agravados.

 Objetivos da Campanha

  • Orientar comunidades sobre seus direitos constitucionais e legais.

  • Ensinar o passo a passo para denunciar casos de intolerância religiosa em Rondônia.

  • Oferecer conteúdo acessível e em linguagem simples, em diferentes formatos: textos, cards, podcasts, vídeos e cartilhas populares.

  • Fortalecer a cidadania e a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Como denunciar

Se você sofreu ou testemunhou intolerância religiosa, pode recorrer gratuitamente à Justiça:

  1. Delegacia de Polícia – registre um Boletim de Ocorrência.

  2. Ministério Público de Rondônia (MPRO)www.mpro.mp.br.

  3. Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO) – garante atendimento jurídico gratuito.

  4. Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) – programas como a Justiça Itinerante aproximam o Judiciário das comunidades. https://www.tjro.jus.br/

  5. Disque 100 – canal nacional, gratuito, anônimo e disponível 24h.

  6. Polícia Militar – 190 – em situações de urgência imediata.

 O que a campanha vai trazer

  • Reportagens e matérias de orientação semanais.

  • Publicação de cards educativos nas redes sociais.

  • 1 Episódio especial do Podcast Mojubá sobre intolerância religiosa.

  • Lançamento de uma cartilha popular com orientações práticas.

  • Depoimentos de pessoas que já enfrentaram situações de intolerância e encontraram acolhimento na Justiça.

  • 1 Fórum de construção de nova ações.

  • Serviço de orientação jurídica a vítimas de preconceito e racismo.

  • Levantamento de depoimentos.

Assistência gratuita

Além do conteúdo informativo, a campanha Justiça e Fé oferece assessoria jurídica gratuita, através da Associação Organização Cultural Afro-Brasil, para pessoas de comunidades de matriz africana que precisarem ingressar com ações judiciais.

Confira o Episódio Especial do Podcast Mojubá

Justiça e Fé – Episódio Especial do Podcast Mojubá

Nosso compromisso é transformar este espaço em uma ferramenta de informação, acolhimento e empoderamento, para que nenhuma pessoa se cale diante da intolerância.

Denuncie aqui

Acompanhe semanalmente as publicações da campanha aqui no Blog Afro Brasil. Compartilhe os conteúdos, divulgue em sua comunidade e ajude a fortalecer a luta pelo respeito, pela diversidade e pela liberdade de fé.

Acesse os materiais da Campanha

Materias Informativas semanais 

Justiça e Fé – Campanha de Orientação contra Intolerância Religiosa

domingo, 21 de setembro de 2025 O que é Intolerância Religiosa?

Você sabia que a Justiça é gratuita?

Balcão Virtual do TJRO: mais agilidade e comodidade no atendimento ao cidadão

Como acessar a Justiça em Rondônia: passo a passo para resolver conflitos de forma rápida e gratuita

Intolerância religiosa não é só desrespeito, é crime previsto em lei

JurisRacial: a plataforma digital que fortalece a luta contra o racismo e a intolerância religiosa

Episódio Especial do Podcast Mojubá

Justiça e Fé – Episódio Especial do Podcast Mojubá

Participe do Fórum Virtual da Campanha Justiça e Fé

Participe e ajude a Afro-brasil a desenvolver novas Campanhas

Depoimentos para Campanha Justiça e Fé 

Faça seu relato aqui

Cartilha dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas

Cartilha dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas

Solicitação de Orientação jurídica 

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Justiça e Fé! A Justiça é gratuita, é para todos e está do seu lado.




segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Ponto de Cultura e Arte Crioula integra o Mapa Brasileiro de Iniciativas Locais


O Ponto de Cultura e Arte Crioula integra o Mapa Brasileiro de Iniciativas Locais
O Ponto de Cultura e Arte Crioula, de Guajará-Mirim/RO, foi reconhecido nacionalmente ao integrar o Mapa Brasileiro de Iniciativas Locais 2025, uma publicação que reúne experiências inspiradoras que já estão regenerando o presente nos quatro cantos do país.
A iniciativa, organizada pela EcoUniversidade e pelo movimento World Localization Day Brasil, mapeia coletivos, comunidades e organizações que promovem transformações sociais, culturais e ambientais em seus territórios.

📌 Confira a publicação completa: Clique aqui para acessar o flipbook

O reconhecimento do Ponto de Cultura e Arte Crioula
O trabalho desenvolvido em Guajará-Mirim foi selecionado por sua contribuição à regeneração e valorização cultural. A iniciativa promove uma feira comunitária que fortalece a alimentação e os saberes locais, incentivando o consumo de alimentos típicos preparados pelos próprios moradores, com ingredientes da agricultura familiar.

O espaço vai além da comercialização: é uma verdadeira celebração de receitas ancestrais, modos de preparo transmitidos de geração em geração e do uso de plantas nativas, tanto na culinária quanto na produção de cosméticos naturais.

A feira é também um ponto de encontro para troca de conhecimentos, onde o alimento é visto como expressão da identidade cultural e da autonomia do território.

Um mapa para fortalecer iniciativas
O Mapa Brasileiro de Iniciativas Locais destaca dezenas de experiências que trabalham com agroecologia, segurança alimentar, regeneração ambiental, empoderamento feminino, cultura e identidade.

O objetivo é dar visibilidade a essas práticas, conectar comunidades e inspirar novas ações em todo o país.


Post no Instagram: Veja aqui 

Matéria oficial da EcoUniversidade: Leia aqui

✨ Essa conquista reafirma a importância do Ponto de Cultura e Arte Crioula como espaço de resistência, preservação cultural e construção de alternativas sustentáveis para as comunidades da Amazônia.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza: Campanha alerta sobre queimadas e lixo em Guajará-Mirim (RO)

 A Campanha “Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza” segue mobilizando a comunidade de Guajará-Mirim (RO) em torno da educação ambiental com foco nos terreiros e na preservação da natureza. No entanto, mesmo diante dos mutirões de limpeza e conscientização já realizados, persistem problemas graves que ameaçam o espaço sagrado e a saúde da população: as queimadas na mata ao redor do igarapé e o descarte irregular de lixo.

Queimadas: um crime contra a vida e o sagrado                             

                                                      
Nos últimos meses, moradores e integrantes de comunidades de terreiro têm denunciado as frequentes queimadas ao redor do igarapé. Além de destruir a vegetação nativa e expulsar animais da região, a fumaça das queimadas atinge diretamente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, provocando crises de asma, alergias e agravando problemas de saúde.
As queimadas são práticas ilegais e configuram crime ambiental, colocando em risco não apenas a biodiversidade local, mas também o equilíbrio espiritual e cultural que o igarapé representa para as tradições afro-brasileiras.

Lixo e poluição: ameaça à água e à saúde

Outro problema recorrente é a jogada de lixo nas margens e dentro do igarapé, justamente no espaço que está sendo recuperado pela comunidade através de mutirões. Restos de entulho, garrafas plásticas e até móveis velhos têm sido encontrados, comprometendo a qualidade da água e aumentando o risco de proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Essa prática afeta de maneira ainda mais grave as famílias em situação de vulnerabilidade social, que dependem do espaço limpo para lazer, espiritualidade e convivência comunitária.

Quem mais sofre com os impactos

Os grupos mais afetados por essa realidade são:

  • Crianças e idosos, pela vulnerabilidade respiratória diante da fumaça.

  • Comunidades tradicionais e de terreiro, que utilizam o igarapé em seus rituais e práticas espirituais.

  • Moradores periféricos, que convivem com a poluição e os riscos de doenças.

Preservar o igarapé significa garantir saúde, qualidade de vida e respeito às tradições ancestrais.

Conscientização e mobilização

A campanha segue firme em seu propósito de educar, mobilizar e cobrar responsabilidade do poder público e da sociedade civil. A natureza é sagrada, e cada ação de preservação é também um ato de resistência contra o descaso e a destruição ambiental.
A comunidade convida todos e todas a se engajarem: não queime, não jogue lixo, preserve o sagrado!


terça-feira, 12 de agosto de 2025

Ponto de Cultura promove Cinema no Terreiro em Guajará-mirim

No próximo dia 16 de agosto, às 19h, o  Ponto de Cultura Centro de Umbanda Nossa Senhora da Conceição abre suas portas para uma noite especial de arte, cultura e convivência comunitária com a exibição do Cinema no Terreiro. A programação será realizada na Av. Cândido Rondon, nº 258, Bairro Tamandaré, e promete proporcionar uma experiência única de encontro, reflexão e valorização das expressões culturais de matriz africana.

O projeto busca aproximar a comunidade do universo cinematográfico em um espaço sagrado, mostrando que a arte também é um instrumento de resistência, preservação da memória e fortalecimento da identidade cultural. Mais do que um momento de lazer, o Cinema no Terreiro é uma oportunidade de diálogo entre tradição e contemporaneidade, onde o público poderá vivenciar um ambiente de acolhimento, respeito e troca de saberes.

Além da exibição do filme, o evento contará com um espaço de convivência para bate-papo e confraternização, incentivando a união da comunidade e o fortalecimento das redes culturais locais.

A entrada é gratuita e todos são bem-vindos. Traga sua família, amigos e vizinhos para viver uma noite mágica de cinema sob as bênçãos da ancestralidade.

Apoio na realização: Ponto de Cultura e Arte Crioula,  Associação Curta Amazônia, Espaço Araká e Organização Cultural e Social Afro-Brasil.

Fonte: Ponto de Cultura e Arte Crioula

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Campanha “Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza” promove educação ambiental com foco nos terreiros e na comunidade de Guajará-Mirim (RO)

Com o objetivo de fortalecer a consciência ambiental, proteger os espaços sagrados e mobilizar a comunidade para práticas sustentáveis, o Ponto de Cultura e Arte Crioula lança a Campanha “Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza”, um movimento de valorização dos saberes ancestrais aliado à preservação do meio ambiente.

A ação integra um conjunto de estratégias de educação ambiental direcionadas especialmente às comunidades tradicionais, povos de terreiro e moradores da região do bairro Fátima, onde está localizado o Igarapé Folhinha, espaço de uso coletivo e sagrado para banhos rituais, oferendas e práticas culturais afro-brasileiras.

Materiais educativos e ações de impacto

Como parte da campanha, foram produzidos e lançados diversos materiais digitais e impressos:

Cartilha Educativa

A cartilha “O Sagrado é Natureza” apresenta conceitos fundamentais como Justiça Ambiental, Racismo Ambiental, os impactos das queimadas, e o papel dos terreiros na preservação ecológica. O material também orienta como a comunidade pode contribuir para proteger os ecossistemas sagrados e combater o descarte irregular de lixo.

Peças digitais para redes sociais

Foram desenvolvidas peças em alta qualidade para Instagram e WhatsApp, com mensagens de fácil compreensão e identidade visual afrocentrada. Os conteúdos abordam:

  • 🌿 A sacralidade da natureza no terreiro

  • 🔥 A luta contra as queimadas

  • 🗑️ Separação e destino correto dos resíduos

  • 💧 Economia de água

  • ☕ Adoção de copos reutilizáveis

  • 🚮 Descarte consciente do lixo

As ilustrações reforçam o protagonismo das comunidades tradicionais na proteção do meio ambiente, promovendo práticas sustentáveis integradas aos saberes ancestrais.

Mutirões e sinalização ambiental

A campanha também contempla ações práticas no território, como os mutirões de limpeza realizados periodicamente no Igarapé Folhinha, além da instalação de placas educativas com mensagens de conscientização ambiental e espiritual.

Um chamado após o caos das queimadas de 2024

A campanha é também uma resposta direta aos eventos de 2024, quando Guajará-Mirim foi tomada por densa fumaça causada por incêndios ilegais e estiagem severa. O Parque Estadual Guajará-Mirim teve áreas devastadas pelo fogo, o município decretou emergência ambiental e a saúde pública foi gravemente afetada.

Esses fatos reforçam a necessidade de ações preventivas, educativas e comunitárias, especialmente em territórios onde o sagrado e o natural coexistem.

Saberes ancestrais em defesa da vida

A campanha reafirma que cuidar da natureza é também cuidar do sagrado. Nos terreiros, elementos naturais como águas, matas, folhas e igarapés são expressões da divindade, e por isso devem ser protegidos com respeito e responsabilidade.

A iniciativa une tradição e inovação, espiritualidade e cidadania, propondo um modelo de educação ambiental que nasce dentro dos territórios de axé, quilombos e periferias.

Como acessar os materiais?

Todos os materiais estão disponíveis para uso livre por educadores, terreiros, escolas, coletivos e instituições parceiras. Para receber a cartilha digital, as peças para redes sociais ou participar das atividades, entre em contato com o Ponto de Cultura e Arte Crioula ou baixar direto pelo link a baixo:

Materias da Campanha de Educação Ambiental

📧 E-mail: crioulapontodecultura@gmail.com
📱 WhatsApp: (69) 99360-3148
📍 Local: Rua 11, nº 3771 – Bairro Fátima – Guajará-Mirim/RO

Campanha Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza
Valorizando os saberes ancestrais. Preservando o futuro coletivo.

Queimadas em Guajará-Mirim: um alerta à vida, à saúde e ao futuro

 Por Redação – Ponto de Cultura e Arte Crioula

Guajará-Mirim (RO) – No ano de 2024, a cidade fronteiriça vivenciou uma das maiores emergências ambientais de sua história. Tomada por uma espessa nuvem de fumaça por vários dias consecutivos, Guajará-Mirim foi palco de uma tragédia anunciada: queimadas ilegais, estiagem extrema e ausência de controle resultaram em perdas irreparáveis ao meio ambiente e à saúde da população.

A fumaça, visível a quilômetros de distância, cobriu o município por semanas, afetando a qualidade do ar, paralisando atividades escolares e provocando um colapso nos atendimentos da rede pública de saúde. As imagens da cidade encoberta tornaram-se símbolos da fragilidade ambiental da região e da necessidade urgente de consciência coletiva e ações preventivas permanentes.

Entenda os perigos das queimadas

As queimadas — sejam criminosas ou causadas por práticas rurais imprudentes — representam uma das maiores ameaças ao equilíbrio ecológico da Amazônia. Em Guajará-Mirim, o fogo atingiu inclusive áreas de proteção, como o Parque Estadual Guajará-Mirim e a Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto.

Além da devastação da fauna e flora, a queima da vegetação libera gases e partículas tóxicas, que contaminam o ar e afetam diretamente a saúde humana.

Saúde em risco: os mais vulneráveis primeiro

De acordo com nota técnica da Secretaria Municipal de Saúde, divulgada em agosto de 2024, os principais impactos da exposição à fumaça das queimadas incluem:
  • Crises respiratórias como asma, bronquite e rinite alérgica;

  • Agravamento de doenças cardíacas e pulmonares;

  • Maior risco de infecções em crianças e idosos;

  • Reações adversas em gestantes e pessoas imunocomprometidas.

A fumaça contém material particulado fino (MP2.5), substância que penetra profundamente nos pulmões, atingindo a corrente sanguínea e provocando efeitos agudos e crônicos. Os atendimentos por causas respiratórias dobraram no Hospital Regional durante os picos da crise de 2024.

Quem mais sofre?

A exposição aos poluentes das queimadas afeta toda a população, mas os grupos mais vulneráveis são:

  • Crianças – com sistema respiratório em desenvolvimento;

  • Idosos – com menor capacidade pulmonar;

  • Pessoas com doenças crônicas – como asma, DPOC e hipertensão;

  • Trabalhadores rurais e informais – que atuam ao ar livre sem proteção adequada.

O que diz a lei?

O uso do fogo em áreas urbanas e rurais sem autorização é considerado crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). As penalidades incluem multa, embargo de áreas e, em casos mais graves, prisão. Além disso, é dever de todos denunciar práticas ilegais aos órgãos competentes.

O que você pode fazer para evitar novas tragédias

  1. Não queime lixo, folhas ou restos de poda.

  2. Jamais use fogo como forma de limpeza ou preparo de solo.

  3. Denuncie focos de incêndio ou queimadas ilegais pelo telefone do Corpo de Bombeiros (193) ou da Polícia Militar Ambiental.

  4. Participe de ações educativas promovidas por escolas, associações, igrejas e terreiros.

  5. Apoie e fortaleça iniciativas locais de proteção ambiental, como os mutirões do Igarapé Folhinha e campanhas de reflorestamento.

Cuidar da natureza é proteger o sagrado

Em Guajará-Mirim, muitas comunidades reconhecem o território como sagrado. O Igarapé Folhinha, por exemplo, é espaço de oferenda, banho e celebração da ancestralidade. A destruição da natureza, portanto, é também agressão espiritual, cultural e social. O fogo que destrói o mato, também desrespeita o axé.

As queimada e crise de fumaça que ocorreu em 2024 precisa servir como marco para a mudança. O combate às queimadas depende da atuação integrada do poder público, mas também do compromisso de cada cidadão. Preservar o meio ambiente é defender a vida, a saúde, a cultura e o futuro de Guajará-Mirim.

O fogo mata. O silêncio também. Denuncie. Previna. Respeite. Participe.

domingo, 3 de agosto de 2025

Educação Ambiental e Saúde Pública: Uma Aliança Estratégica para o Bem-Estar Coletivo

Em tempos de emergência climática, pandemias e crises sanitárias agravadas por desigualdades sociais, a relação entre meio ambiente e saúde nunca foi tão evidente. Estudos já comprovam que comunidades expostas à degradação ambiental têm maior vulnerabilidade a doenças infecciosas, respiratórias e crônicas. Nesse contexto, a educação ambiental desponta como um eixo estruturante para a promoção da saúde pública e da qualidade de vida, especialmente em territórios periféricos, rurais e tradicionais

Segundo Jacobi (2003), a educação ambiental crítica deve ir além da transmissão de informações ecológicas e se constituir como uma ferramenta de transformação social, voltada à formação de sujeitos conscientes e atuantes em seus territórios. Ela é capaz de articular saberes tradicionais e científicos, promover a justiça socioambiental e construir soluções sustentáveis com participação comunitária.

🔍 Educação Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os chamados determinantes sociais da saúde — como acesso à água potável, saneamento, alimentação saudável e moradia adequada — estão diretamente ligados ao estado ambiental do território. Em áreas afetadas por poluição, desmatamento ou descarte irregular de resíduos, esses direitos básicos são comprometidos, ampliando os riscos de doenças como leptospirose, dengue, infecções respiratórias e desnutrição infantil.

O relatório da Fiocruz (2015) aponta que práticas educativas em saúde ambiental são eficazes para mobilizar comunidades na prevenção de surtos epidêmicos e na promoção de ambientes saudáveis. Quando integradas com políticas públicas, tais ações reduzem custos do sistema de saúde e fortalecem a autonomia comunitária.

🌱 Experiências de Base Comunitária: Educação Ambiental como Prática de Cuidado

Em diversos territórios populares do Brasil, têm sido desenvolvidas ações que aliam educação ambiental e saúde a partir de saberes locais, agroecologia e espiritualidade. Territórios de povos e comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas e povos de terreiro, preservam uma profunda conexão entre natureza e bem-estar, onde plantas medicinais, uso ritual das águas e práticas de cuidado coletivo compõem um saber milenar.

Segundo a pesquisadora Lina Rosa Vieira (2021), "os terreiros são espaços educativos que produzem saúde a partir de suas práticas de respeito à natureza, uso consciente dos recursos naturais e rituais de cura que dialogam com a ancestralidade". Essa relação holística entre o corpo, o território e o sagrado é essencial para uma abordagem ampliada da saúde.

🧩 Educação Ambiental nas Escolas e nas Políticas Públicas

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a educação ambiental como tema transversal que deve perpassar todas as áreas do conhecimento. Iniciativas como hortas escolares, projetos de compostagem, campanhas de limpeza e estudos de campo nos ecossistemas locais são fundamentais para a formação cidadã e a consciência sanitária desde a infância.

Além disso, o Plano Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e o Programa Saúde na Escola (PSE) reconhecem a importância da integração entre saúde e meio ambiente nos processos pedagógicos, reforçando o papel da comunidade escolar como agente de promoção da saúde coletiva.

A educação ambiental, quando pensada de forma crítica, comunitária e interdisciplinar, é uma ferramenta estratégica para transformar realidades e reduzir desigualdades. Ao fomentar o protagonismo social e a valorização dos saberes ancestrais, ela fortalece a saúde pública, promove justiça ambiental e reaproxima o ser humano da natureza.

Como afirma Boaventura de Sousa Santos, “não há justiça social sem justiça ambiental”. E a educação é a ponte entre essas dimensões.


Cartilha valoriza saberes de terreiro e promove justiça ambiental em Guajará-Mirim

Publicação integra a Campanha “Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza” e une espiritualidade, educação ambiental e resistência cultural

Com o objetivo de fortalecer a preservação dos territórios tradicionais e valorizar os saberes ancestrais afro-brasileiros, o Ilê Àsé Olofá Igbo, em parceria com o Ponto de Cultura e Arte Crioula, lançou a cartilha “Justiça Ambiental a partir dos Saberes de Terreiro”. O material faz parte das ações educativas da Campanha “Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza”, iniciativa que mobiliza a comunidade de Guajará-Mirim (RO) na defesa do meio ambiente e no enfrentamento ao racismo ambiental.

A cartilha é resultado de um trabalho coletivo que envolve lideranças religiosas, agentes culturais, jovens e moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima, onde está localizado o terreiro. O Igarapé Folhinha, considerado espaço sagrado de uso comunitário, tem sido foco de mutirões, oficinas, denúncias e atividades culturais que reforçam a conexão entre natureza e espiritualidade, com base na cosmovisão dos povos de axé.


🌱 Educação, território e resistência

Com linguagem acessível e fundamentação nos direitos ambientais e culturais, a cartilha aborda temas como:

  • O que é justiça ambiental;

  • Racismo ambiental e os impactos sobre os terreiros;

  • Como os terreiros promovem sustentabilidade e cuidado com a natureza;

  • Experiências de base comunitária realizadas pelo Ilê Àsé Olofá Igbo;

  • Dicas práticas para a comunidade, orientações de denúncia e frases de mobilização.

A publicação reforça que cuidar da natureza é também um ato sagrado, e que os terreiros, historicamente, preservam a biodiversidade, protegem nascentes, mantêm quintais agroecológicos e transmitem conhecimentos sobre o uso respeitoso das folhas, das águas e da terra.

📍 Um território ancestral ameaçado

O Igarapé Folhinha, embora símbolo de vida e espiritualidade, tem enfrentado sucessivos ataques ambientais: descarte de lixo, entulho, animais mortos e uso irregular da mata ao redor. Por meio da campanha, a comunidade vem denunciando essas violações e organizando ações educativas com crianças, jovens e adultos, articulando cultura, religiosidade e defesa ambiental.

“O terreiro não é apenas um espaço de culto; é também um território de preservação, de cuidado com o axé e com o planeta. Essa cartilha é uma ferramenta para ecoar nossa voz e garantir respeito ao que é nosso por direito e por ancestralidade”, afirma o Bàbálórixà Sérgio Ty Osóssi, responsável pelo terreiro e pela coordenação da campanha.

📚 A cartilha está disponível gratuitamente

A cartilha está disponível em formato digital (PDF e Word) e pode ser utilizada em escolas, associações, centros culturais, universidades, rodas de saberes e demais espaços comunitários. A proposta é que o conteúdo contribua com políticas públicas, formações pedagógicas e ações em defesa da justiça climática e da diversidade religiosa.

🔗 Acesse gratuitamente a cartilha aqui: cartilha “Justiça Ambiental a partir dos Saberes de Terreiro”

🛠️ Produção

Ilê Àsé Olofá Igbo
Ponto de Cultura e Arte Crioula
Associação Curta Amazônia

Campanha: Igarapé Folhinha – O Sagrado é Natureza
Guajará-Mirim – Rondônia – Brasil

📢 Para mais informações, parcerias ou distribuição da cartilha:
📧 centrocrioulo@gmail.com
📱 (69) 99360-3148

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